A masturbação sempre esteve envolta em mistérios, lendas e tabus. Pecado para alguns, sentimento de culpa para outros, mas na verdade trata-se de uma coisa natural, sobretudo na puberdade. No momento em que a testosterona começa a aumentar não há como evitar. Quando não é realizada conscientemente, acontece durante o sono, na forma de polução noturna.
Muitas crendices sempre estiveram ligadas ao ato da masturbação. Diziam que o ato provocava espinhas no rosto, que deixava o garoto muito fraco, que em excesso podia até matar...
Um ex-seminarista me contou que nos seus anos de escola, os padres ensinavam que a masturbação era pecado porque em cada ejaculação milhares de vidas iam para o ralo. Segundo dizem os especialistas são cerca de 300 milhões de espermatozóides que são eliminados. Assim sendo cada ato ejaculatório corresponde a aproximadamente seis Guerras Mundiais.
Analisando-se por esse lado, os alemães foram santos, pois cada garoto mata por dia 300 milhões de pessoas, isso quando bate uma só. E o pior, nesse infanticídio, as vítimas são indefesas.e pertencem a todas as etnias. Imaginem quantos seres humanos existem sobre o planeta e que cada um dê uma ejaculada por dia, façam as contas e tirem suas conclusões baseadas nos ensinamentos que corriam nos seminários. Com certeza o universo seria pequeno para abrigar tanta gente. Que bobagem!
Certa vez contratei um fulano, que imagino tivesse uma idade entre trinta e quarenta anos, para trabalhar na minha pequena chácara. Seu meio de transporte era uma bicicleta em cujo porta-malas carregava uma maleta cheia de coisas secretas. Depois de vários dias de trabalho, acidentalmente descobri que em determinada hora, sempre depois do almoço o dito cujo dava uma fugidinha e, carregando sua maleta, se embrenhava numa capoeira bem fechada pelo emaranhado de arbustos que formavam um belo esconderijo. Logo imaginei que ali seria sua privada, mas na verdade a coisa era outra. O fulano era dono de uma estranha fantasia sexual. Tirava toda a roupa, vestia uma calcinha tipo fi o dental, colocava sutiãs, um sapato de salto alto e depois se masturbava. Isso se repetia todos os dias.
A estranheza da coisa me levou a despedi-lo.Agora, o caso do Zito Coió foi ótimo. Na verdade Coió nunca foi muito bom das cacholas. Trabalhava varrendo rua e defendendo sua vidinha, mas limitado ao seu mundinho. Nunca seria mais que o Zito da Prefeitura. Não faltava ao trabalho e com sua vassoura deixava seu pedaço de rua nos trinques. Em casa era calmo e educado, na rua, amigo de todo mundo. Ninguém tinha nada pra falar do nosso amigo.
Certo dia chegou em casa, tomou seu banho e foi para o quarto. Tudo calmo, seu pai na cozinha cavoucando o canto do dedão para se livrar do bicho de pé que já era uma bela batata e sua mãe preparando o jantar. No quintal o galo índio vez ou outra entoava seu canto, enquanto as galinhas ciscavam o chão batido e sem nenhum fi o de capim. De repente a calmaria foi quebrada com uns gemidos do Zito enfi ado em seu quarto.
- Ué, o que será que tá acontecendo pro Zito, gemendo desse jeito? Disse a mãe..
- Sei lá, respondeu o marido.
Depois de uma pequena pausa, novamente os gemidos. A mãe preocupada resolveu ver o que acontecia entre aquelas quatro paredes. Abriu a porta e topou o fi lho depenando o sabiá.
- Que é isso Zito?
- Manheeeeeeeeeeeeeeê, aiiiiiiiiii, fecha logo essa porta senão vai espirrar tudo na senhora!
(Nelson de Lucas)
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